Roberto Dias Branco, é mais uma ícone da história tricolor. Jogador que unia a rara combinação entre raça e técnica.
Dias foi o principal jogador do SPFC nos anos 60, época em que todos os esforços da diretoria tricolor, estavam voltados à construção do gigante Morumbi. Com todos os recursos do clube destinados a compra de cimento, Dias era o craque solitário da equipe, e o responsável pelas poucas alegrias da torcida nesses anos.
Oriundo das categorias de base do tricolor, Dias, aos 17 anos disputou as olimpíadas de Roma, a tranqüilidade e a liderança foram as suas marcas.
Jogador polivalente, atuava na zaga com maestria, e jogando de meia, possuía um raro talento para fazer gols. Nos confrontos contra o Santos de Pelé, o talento de Dias, aparecia, considerado um dos poucos marcadores de Pelé, fazia o possível para anular o Rei, e ainda marcava seus golzinho, foram 7 ao total nesse período.
Roberto Dias formou o meio campo da seleção brasileira ao lado de Gerson, mas foi impedido de disputar a copa do mundo de 1970, devido a uma contusão.
Quando finalmente, a obra do Morumbi foi concluída, e o tricolor montou um grande esquadrão Dias, conquistou os seus dois únicos títulos, formando o meio campo ao lado de Gerson, foi campeão paulista em 1970 e 1971.
Infelizmente o ano de 1971 foi trágico para Roberto Dias,além de amargar a morte de seu primeiro filho,Rogério ele sofreu um infarto, o que impediu que ele jogasse, futebol, ficou por mais de um ano parado, quando retornou, em uma atitude pouco louvável da diretoria tricolor recebeu passe livre.
Transferiu-se para o México, onde atuou por mais algum tempo, mas um acidente vascular cerebral, seguido de outro infarto encerraram a carreira desse craque.
Após esse períodos, Dias passou por muitas dificuldades, entregou-se a bebida e largou da mulher, mas o futebol o ajudou a dar a volta por cima, está cuidando de garotos das categorias de base do SPFC desde 1989.
Roberto Dias fica na memória dos que o viram jogar, e principalmente honrar o manto sagrado tricolor, nunca deve ser esquecido pelos novos tricolores, o exemplo que deixou de amor incondicional ao tricolor, deveria ser seguido pelos novos "Craques" que só pensam em aparecer e seguir para a Europa.
* Roberto Dias faleceu em 26/09/2007
Obrigado Roberto Dias!
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